Cultura

Bansky

Bansky é o grafiteiro mais famoso do mundo. Grafiteiro é pouco. Revolucionário talvez seja um termo mais adequado.
Ativista político, diretor de cinema inglês e pintor são outras áreas dominadas pelo nosso artista do dia. Sua arte celebra o humor negro e satírico com sacadas inteligentes, e desperta o senso crítico ao retratar com uma técnica inconfundível em estêncil, realidades sociais, comportamentais e políticas.
Seu desprezo pelo governo que rotula o grafite como vandalismo fica escancarado ao pintar locais públicos, como pontes e muros por todo o mundo. Suas obras expõe sua aversão aos conceitos de autoridade e poder de forma sarcástica e agressiva, o que causa identificação imediata com o observador.

O conteúdo social abordado por Bansky não é retratado através do humor, mas inevitavelmente suas obras nos fazem sorrir espontânea, involuntária e sinceramente. Seu trabalho é tão importante que mudou o olhar sobre a arte de rua. E colocou um questionamento na cabeça de seus admiradores: quem é Bansky? Ou quem são?
Existe um boato que há um coletivo por trás do nome Bansky, mas a verdade é que ele é um só, mas trabalha com um grupo de 10 a 20 colaboradores que chegam a montar tapumes para ele pintar escondido e protegem seu rosto a sete chaves. Ele se tornou O CARA depois de pintar painéis irônicos no lado palestino do muro que separa a Cisjordânia de Israel e depois de inserir uma réplica de um prisioneiro de Guantânamo na Disney.
Mas O CARA também aprontou outras memoráveis por aí.
Deixou mensagens nas jaulas de um zoológico com os dizeres: “Chato, chato, chato. Quero sair”; fez uma pintura penetra em um museu retratando homens da caverna caçando um carrinho de supermercado- essa façanha acabou indo pro acervo permanente do Museu Britânico; produziu notas de 10 libras substituindo a rainha da Inglaterra pela Lady Di- hoje cada nota é vendida por 200 libras; e pintou um quadro de uma rainha Vitória lésbica, arrematado por ninguém menos que Christina Aguilera por 25 mil libras. 
Ele faz obras para vender, mas seus grafites de rua são públicos. Só que isso não impede que sejam comercializados. Desde 2007 seus trabalhos saem das ruas diretamente para as casas de leilão. Os donos de uma casa com um mural de Bansky em uma das paredes colocaram o imóvel à venda, mas não em uma imobiliária, em uma galeria de arte, listada como “mural com uma casa anexa”.
De tão icônico, seu trabalho é admirado por artistas de todas as tribos, de todos os lugares. E quem resolveu encarar o desafio de fazer uma releitura de algumas obras de Bansky foi o fotógrafo Nick Stern. O resultado a gente confere abaixo.

 
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