Cultura

As melhores exposições em São Paulo

A Veja SP elegeu as melhores exposições em cartaz na cidade de São Paulo no mês de agosto. Como sempre, essa metrópole recebe grandes artistas e abre suas portas para todos que gostam de ver, sentir e viver o gostinho cultural.

1- Oswaldo Goeldi: Sombria luz
MAM – Museu de Arte de São Paulo 


É a maior retrospectiva do artista carioca, com cerca de 200 obras que vão dos anos 20 até sua morte, em 61.
Goeldi tem uma linguagem peculiar dentro do modernismo brasileiro, o seu expressionismo. Sempre melancólica e obscura, sua visão da cidade maravilhosa é retratada em desenhos e gravuras na Grande Sala do MAM, expondo todo o contraste do lado obscuro de um país em relação à beleza natural que permeia a nossa brasilidade.
Ele quebrou paradigmas do país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza expondo desassossego e desajuste na condição trágica do homem moderno.


2- Horacio Coppola: Luz, cedro e pedra- esculturas do Aleijadinho fotografadas por Horácio Coppola
IMS SP – Instituto Moreira Salles


Fotografar esculturas é uma questão de ponto de vista, especialmente quando se trata da obra de Aleijadinho, que sempre colocou suas esculturas como parte de um grandioso teatro religioso.
A mostra traz 81 imagens feitas pelo fotógrafo argentino em 1945 nas cidades mineiras de Congonhas do Campo, Ouro Preto e Sabará. Coppola é O CARA da fotografia latino americana do século passado e certamente conseguiu captar muito bem o caráter decorativo intrínseco à poética do escultor brasileiro.
3- Jasper Johns: Pares, trios, álbuns
Instituto Tomie Othake


“A melhor crítica de uma figura é outra figura”, dizia Johns. Artista precursor da arte pop, o artista é protagonista e testemunha de um período que provocou rupturas no pensamento contemporâneo e as 70 peças que ilustram a exposição revelam suas experiências com a litogravura, gravura em metal e serigrafia enfatizadas pelo universo gráfico presente em suas obras. Os processos ultilizados na litografia, que transformam o produto final, influenciaram fortemente a maneira de pensar de Johns, que se interessava em ter um novo ponto de vista sobre as coisas comuns, quebrando o paradigma de que elas não podia se tornar algo diferente do que originalmente eram.
Em suas gravuras, as variações de cor e os modos de impressão resultam em imagens que parecem sair da tela, mas não são apenas figuras, elas também representam as camadas de material pictórico manipulável como parte de uma experiência artística.

4- Willys de Castro: Willys de Castro
Pinacoteca



Considerado um dos mais importantes participantes do movimento neoconcreto, Willys de Castro usa cores puras, formas geométricas, efeitos óticos e cinéticos e design gráfico em seus trabalhos.
A mostra apresenta a diversidade e os desafios que suas obras representam para a produção artística brasileira em 130 peças, entre pinturas, desenhos, objetos, design gráfico, estudos e projetos, tudo realizado entre 1952 e 1988.
O grande destaque fica com a pintura de 52, “Anjos”.


5- Carlos Cruz-Diez
Pinacoteca: Carlos Cruz-Diez: Cor no Espaço e no Tempo
A maior revolução de Cruz-Diez foi a dedicação a uma pesquisa na qual a cor deixa de ser elemento fixo para transformar-se em acontecimento. Tudo depende da luz, do olho e do movimento do espectador.
A exposição ocupa as principais sala climatizadas da Pinacoteca, assim como o espaço Octógono do museu, que celebram os 89 anos do artista através de uma experimentação pulsante de sua obra.

 

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